domingo, 28 de março de 2010

Ainda meio bobo e ofegante, entrou no primeiro taxi da fila, fitou um ponto qualquer da cidade,demorou de dar as coordenadas para o motorista e pra perceber a presença de um boneco do Elvis pendurado em sua frente. Depois se deu conta que precisava estar na rodoviária e em poucos segundos começaria a fisicamente se distanciar da garota recém beijada. As luzes daquela Salvador confusa começaram a andar e ele a olhar repetidamente o retrovisor, ainda sabendo que não conseguiria vê-la, só queria guardar aquele ar cosmopolita, mesmo que não combinasse muito com o perfil dos dois. Não demorou muito praquela cena se resumir a uma lembrança e pra que o desejo de uma continuação fosse lentamente transformando-se em utopia. Mas acredita que toda boa mudança começou de algum utópico maluco e insiste em pensar nela, insiste em ter saudade e insiste em acreditar que algo concreto e constante aconteça entre eles mais tarde. Mesmo sabendo que esse mais tarde pode demorar demais. ( e se não acontecer ele procura lugar mundo dos sem paixão, já fez isso antes)

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