domingo, 6 de junho de 2010

Abri a janela e expus meu peito ao frio rachante. O pulmão reclamou, dei aquele espirro dolorido que prever um resfriado. Cobri a janela com a cortina, sem fechá-la totalmente, para evitar a entrada de luz e permitir a do ar gelado. Sentei de modo que a corrente diretamente batesse em meu nariz. Ficou vermelho, cocei, ardeu, doeu. Tive que armar esse ritual fajuto pra me aproximar de novo da dor, mesmo que só tenha sido efetiva na narina esquerda. Dor é a única que já me acompanhou que tenho absoluta certeza que não dá pra viver sem.

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